quinta-feira, 7 de julho de 2011

Aforismo

Aleatoriedade não exclui inevitabilidade.
A aleatoriedade observada no movimento de partículas sub-atômicas parece real (e até pode ser em definição, como um processo separado do todo), mas está inserida em um contexto bem maior. Faz parte de um processo que forma absolutamente tudo. O que nos faz conjecturar a respeito de sua inevitabilidade.
O processo parece construído de maneira a não permitir falhas em seu objetivo final. Analogamente a uma árvore e suas ramificações, com cada galho representando uma variação teoricamente ao acaso, inevitavelmente um ramo atingiria determinada “altura”. O “galho” dos dinossauros era o mais alto, mas sofreu um “golpe” do acaso e “cedeu” seu predomínio para os macacos (segundo a ciência oficial dos próprios símios, agora com prosencéfalo mais complexo), que pode eventualmente ceder também seu posto de “galho” mais “alto” a outra espécie com atributos mais adaptáveis aos meios que se apresentarem futuramente.
Este padrão de ramificação está presente em quase tudo no universo, e nos ajuda a entender a inevitabilidade do surgimento de algo cada vez mais complexo. Somos formados por partículas originadas em explosões estelares, com todos estes movimentos até a nossa formação sendo considerados aleatórios. Porém pensamos sobre nós mesmos. Descobrimos isso. Somos o cosmos tentando entender a si próprio. Isso faz sentido. Assim como as juntas de nossos membros terem sua morfologia específica para o sentido do movimento.
Outra analogia da inevitabilidade do processo pode ser a de uma cesta cheia de dados. Suponha que você precise atingir um determinado número. Cada jogada é aleatória, mas como elas serão jogadas inúmeras vezes, inevitavelmente o número exato será atingido. Mas o que não costumamos pensar é que já temos a cesta com os dados, e estes componentes juntos formam a dinâmica do processo, a realidade do processo, seu sentido de existir.

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