Do dinamismo da verdade e algumas decorrências de sua não observância.
Nossa química não nos permite ter sexo bom e intenso com o mesmo parceiro durante muito tempo. Fato. Nosso corpo parece criar “anticorpos” específicos para nosso parceiro de longa data, por melhores que sejam suas qualidades. Por essas e outras, a união duradoura (casamento) está fadada ao subjugamento da inteligência em seu estágio mais avançado e sábio.
Podemos analisar algumas implicações disso. Certas obsessões provavelmente são oriundas da falta de um “bom sexo” por muito tempo; visto que este tipo de sexo, o bom, o novo, o excitante, é algo que o corpo busca naturalmente. Sua repressão acarreta frustrações, ocultamente caracterizadas muitas vezes pelas obsessões. Como as variáveis na mente e da história de cada indivíduo são incontáveis, estas obsessões variam muito. Um enfoque obsessivo na criação e educação da prole, por exemplo; a obsessão insana e alienante por trabalho; e as mais diversas frustrações podem decorrer desta “prisão” mental, social e anti-natural.
Certo é que existem benefícios deste tipo de união. Porém a alienação mental da esmagadora maioria faz com que não haja reflexão sobre algo já pré-estabelecido por gerações. Como se o processo de evolução tanto físico, como psíquico e social, fosse incongruentemente (visto pela própria palavra “processo”) estático.
O que se considera estabelecido, certo, o é por alguém; pelos humanos; não é fato apenas porque queremos, porque consideramos. Não é a verdade. A verdade que talvez possamos vislumbrar é dinâmica, instável. Somos um processo. Atendo-se ao “instante” não há como notar este fato. E este “instante”, ao analisarmos a evolução da vida, dura várias gerações. É preciso estudar a história e enxergá-la com a perspectiva correta se quisermos ter um vislumbre deste dinamismo. Não se vê o pelo crescer... percebe-se depois.
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