sábado, 7 de fevereiro de 2015

Água e terror.

Pensei em postar aqui que só começaria a economizar água depois de constatar a diminuição dos lucros do agronegócio, detentor da maior parte da “nossa” água. Mas não adianta. Isso só atenua a situação. O mundo sempre foi dos mais fortes (economicamente, hoje em dia). Os milionários não estão preocupados em ficar com sede, apenas se seus lucros diminuirão. Se faltar água pra beber, se mudam daqui e que se dane todo mundo. Os meros mortais precisam economizar e aguentar a mídia dizendo que esta é a solução, a única saída no momento e etc… É por estas e outras que reafirmo meu olhar filosófico a respeito do terrorismo (político, não o religioso ridículo). Não considero o terrorismo covardia maior do que o quê as grandes corporações capitalistas geram de desigualdade e miséria atualmente. O terrorismo é o contra-ataque dos mais fracos. É bárbaro e agudo, em resposta à devastação calculada e gradual do “mundo civilizado”. Ambos nefastos e não deveriam existir (antes que alguém queira me acusar de apologia da violência), porém estão aí, e para ficarem por muito tempo.
Pois voto sem opções confiáveis e protestos, dificilmente mudam alguma coisa. E enquanto isso a corrupção assola o país e joga nossa dignidade por água abaixo.

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