Além dos “limites” do universo, segundo um preceito básico de nossa própria física, tem necessariamente de haver “espaço”, algo para aonde se expandir. Argumentar que escapa à nossa compreensão, à nossa física, é correto, mas afirmar que não existe nada, assim como Stephen Hawking afirma que não havia nem tempo antes do Big Bang, considerando aqui como correta sua prerrogativa de que tudo surgiu da singularidade, é no mínimo arrogância. É, talvez, ego acadêmico não reconhecer que desconhecemos por completo este outro “lado” (e talvez nunca venhamos a conhecer), assim como a metáfora de hipotéticos seres “2D” que jamais desconfiariam do eixo “Z” da terceira dimensão.
Sermos “frutos” desta física talvez nos limite a ela a tal ponto que jamais transmutaremos ou teremos massa encefálica suficiente para compreender tal questão.
Talvez sejamos seres componentes de uma micro-partícula (o próprio cosmos), que por sua vez está atrelada a milhares de outras similares, que também podem fazer parte de um conjunto que seja apenas uma micro-partícula de outra estrutura, e assim sucessivamente, como sugerem padrões fractais na natureza deste planeta ínfimo.
A tentativa análoga seria como indagar uma formiga a respeito de Hamlet.
Humildade, humanidade!
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