sábado, 17 de setembro de 2011

Eu odeio a Veja.


    Considero ridícula a “onda” atual que tomou conta (há tempos) de quase todas as mídias, tentando sempre nos empurrar a responsabilidade de tudo, desde a violência nas grandes cidades, corrupção, sustentabilidade e etc...
     Afirmo que os pequenos atos que nos são empurrados NÃO fazem a diferença que tentam nos fazer crer, como se fossem a solução do problema e que ao não fazermos, seríamos os principais culpados de tudo.
    Cansei de ouvir que o problema somos nós, cidadãos comuns, que temos nossos trabalhos e que não somos o exemplo de perfeição que tentam nos imprimir, não mijamos no chuveiro algumas vezes pra economizar água da descarga (somos os culpados pela não sustentabilidade do planeta), compramos, vez ou outra,um cd pirata de 2 reais ao invés de pagar 70,00 na loja e enriquecer ainda mais os artistas já muito bem de vida, os empresários idem, e também aumentar ainda mais a arrecadação do governo com impostos, como se já não fosse suficiente, e como se não víssemos habitualmente tantos desvios de verba pública (somos então os principais culpados pela violência, como se não fosse responsabilidade do Estado a proteção da sociedade, com o dinheiro que pagamos pra isso)
     O que é pior, comprar um jogo pirata e dar 5 reais pros desgraçados ou comprar o mesmo jogo na loja por 300,00(é essa mesma a diferença de jogos de vídeo-game) e fomentar o lucro descabido que alimenta toda desigualdade e gera “cargos” de vagabundos que “trabalham” em frente ao cpu alternando quais empresas aplicar seu dinheiro na Bolsa de Valores?

    Ao contrário do que a reportagem da Veja sobre o filme Tropa de Elite II afirma, o “sistema” existe sim. E a Veja sempre fez parte dele. Tendenciosa, tomando partido de maneira deliberada quando não está “ao lado” do poder, e sorrateira ao defender seus interesses, como na reportagem em que condena uma proposta de matéria escolar obrigatória que ensinaria os brasileiros a lerem de maneira crítica tudo que sai na mídia, ou uma matéria sobre cooperativismo, que ensinaria maneiras de nos defender do capitalismo animalesco (página 90, 10 de novembro).
    E é também mais uma a nos empurrar a responsabilidade quando menciona que pra existir mais policiais como o Nascimento do filme, NÓS deveríamos ser exemplos implacáveis de perfeição moral e parar de abrir exceções para nós mesmos em questões que considero irrelevantes diante de um desvio de verba, ou esquema de compra de votos, por exemplo.
    Cada um tem seu trabalho (quando tem), e cada trabalho tem sua responsabilidade e seu nível de responsabilidade. Minha principal obrigação neste setor é o voto! Pessoas foram eleitas e ganharão muito bem pra cuidar de questões como violência, corrupção e etc. Amanhã tenho 30 pacientes pra atender; a minha parte eu faço ali, de maneira implacável e honesta; não sobra tempo pra mais nada. Compro 60 jogos de vídeo-game (5 reais cada) ao invés de apenas 1 (300,00) SIM!!! Enquanto o capitalismo for selvagem e podre, formas de resistência serão atraentes – ou ninguém aqui jamais sonegou IR??? O cooperativismo é uma forma de resistência, uma maneira de forçar o capitalismo a diminuir seu apetite patológico por lucro. Mas a Veja ridiculariza, bem como a matéria sobre aprender a criticar a mídia... por quê será??? Rs
   Em vários momentos o filme Tropa II nos mostra verdades, como quando cita que a índole humana é assim mesmo, cada um adianta seu lado. Mas para a Veja o filme desaponta quando menciona o sistema. A revista diz que o sistema não existe. É... cada um adianta seu lado mesmo.

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